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Regras para bagagem de mão ficam mais rígidas

Desde o dia 10 de abril, as companhias aéreas passaram a fiscalizar com mais rigidez o tamanho da sua mala antes de entrar na área de embarque. As bagagens fora do padrão precisarão ser despachadas nos check-ins das empresas — e o despacho pode custar até R$ 120. 

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) adotou um tamanho padrão para esse tipo de bagagem, o mesmo usado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês), que é de 55 cm de altura por 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. A Abear anunciou que o objetivo é “agilizar o fluxo dos clientes nas áreas de embarque, evitando atrasos e trazendo maior conforto para todos os passageiros”.

Desde setembro de 2017, as quatro maiores empresas aéreas do Brasil — Avianca, Azul, Gol e Latam — cobram para despachar a bagagem de seus passageiros. A regra que permite a cobrança foi aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em dezembro de 2016. Até então, as empresas eram obrigadas a oferecer gratuidade para bagagens com até 23 quilos.

O custo para despachar a bagagem varia de acordo com o tipo de franquia contratado para a viagem. A seguir, veja quanto cada companhia cobra para despachar mala, se o despacho não está incluído no preço da passagem.

Avianca

Se comprada com mais de seis horas de antecedência do voo, o despacho sai por R$ 60 por mala. Já se a compra for feita depois disso, custa R$ 120.

Azul

Se comprado pelo site da companhia, o despacho custa R$ 60. Já se a compra for feita no aeroporto, sai por R$ 120.

Gol

Se comprado pelo site da companhia, o despacho custa R$ 60. Já se a compra for feita no aeroporto, sai por R$ 120.

Latam

Até três horas antes do voo, o despacho custa R$ 59. Após esse período, sai por R$ 120.

Veja o calendário de fiscalização

A medida será adotada em 15 aeroportos, em etapas. Nas primeiras duas semanas, haverá uma campanha educativa, em que os passageiros serão informados sobre as medidas das bagagens de mão. Os terminais Juscelino Kubitschek (Brasília), Afonso Pena (Curitiba), Viracopos (Campinas) e Aluízio Alves (Natal) serão os primeiros a contar com a fiscalização. O período de orientação vai até 24 de abril e a fiscalização começa em 25 de abril. 

A segunda leva de terminais será composta por Confins (Belo Horizonte), Pinto Martins (Fortaleza), Guararapes-Gilberto Freyre (Recife), Luís Eduardo Magalhães (Salvador) e Val-de-Cans-Júlio Cezar Ribeiro (Belém). O período de orientação vai de 17 de abril até 1º de maio e a fiscalização começa em 2 de maio.

Os últimos aeroportos a aplicarem a fiscalização, a partir de dia 24 de abril, serão os de Santa Genoveva (Goiânia), Salgado Filho (Porto Alegre), Congonhas (São Paulo), Guarulhos, Galeão e Santos Dumont (Rio de Janeiro). A orientação aos passageiros vai de 24 de abril até 12 de maio e a fiscalização começa em 13 de maio.

(Fonte: Exame.com | Por: Júlia Lewgoy )

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